segunda-feira, 21 de setembro de 2009

EUTANÁSIA PARA HERBERT VIANA



Almeida é isso aí.

Hoje escreverei sobre uma campanha que está emocionando o Brasil. O país parou nas últimas semanas em nome de um gesto de solidariedade que atende pelo nome de “Eutanásia Para Herbert Viana”. A mídia, infelizmente, fria e cruel, continua divulgando seus errantes esforços musicais, comunicativos e motores, sem se importar com o sofrimento do povo.

A opinião pública tem neste momento o dever de exigir que a filosofia do “eu não desisto nunca” seja substituída por algo menos radical, como “eu às vezes desisto”, ou “eu desisto quando fica muito difícil”. Não há nada de errado em desistir. Dá um alívio gostoso.

Será que é justo que os Pára-lamas ocupem o espaço nos meios de comunicação que poderia ser estrelado por anúncios de sabão em pó com aqueles gráficos legais ou entrevistas com ex-big brothers, que realmente movimentam nossa economia e fomentam nossa cultura?

É claro que, legalmente falando, seria complicado legitimar a eutanásia de Herbert. Mas a lei existe justamente para ser ignorada, mal-interpretada, ou nesse caso, deturpada para que ideais sejam viabilizados. Afinal, este é um caso especial, pois se trata de um músico infelizmente incapaz de refletir com bom senso, insistindo em dar continuidade ao seu trabalho artístico e aparições públicas. E, como sempre, quem paga o pato é o povo brasileiro, exposto e condicionado a essa dura realidade cultural.