terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mulher Jamanta é agredida e recorre à Lei Maria da Penha






















Por Luana Piovani, modelo, atriz e ex-peguete do Dado Dolabela.

Um dos grandes problemas de nossa sociedade reside nas agressões domésticas sofridas pelas mulheres todos os dias. Segundo estatísticas do MUACA (Mulheres que Apanham pra Caralho) só em 2009 mais de 35% da população feminina do Brasil sofreu algum tipo de violência física, sendo que metade das entrevistadas não gostou da agressão.

A mais recente vítima desse mal é a famigerada Mulher Jamanta, famosa pela carreira artística que fez dando porrada em muita gente no Programa do Ratinho. Dona de um caráter forte e delicado, a lutadora foi agredida em seu próprio local de trabalho, o que considerou humilhante e traumático. “Nunca pensei que não me sentiria segura nem mesmo em meu trabalho. Acho que nunca mais vou conseguir encarar meus colegas de serviço novamente”, lamenta a trabalhadora enquanto faz a barba.

Após o ocorrido a Mulher Jamanta procurou ajuda da Delegacia da Mulher que indiciou o agressor através da Lei Maria da Penha. A delegada encarregada do caso, Rita Cadilac, afirma que é cada vez mais comum a violência no ambiente profissional: “Hoje em dia os agressores procuram suas vítimas até mesmo no trabalho, fazendo com que profissões como luta-livre, guarda-costas, prostituição e tráfico de drogas tornem-se arriscadas e perigosas para as trabalhadoras. Eu mesma fui uma vítima silenciosa durante muito tempo, mas entrei para a polícia e ganhei uma arma para me consolar”.

Nelson Pereira dos Santos, conhecido popularmente como Cuegue, é o acusado e nos disse em primeira mão que estava embriagado e ainda não sabe como a situação chegou onde está: “Eu tava muito doido e quando percebi tinha aquela mulher enorme sobre mim, parecia até sexo, mas doía mais. Eu só consegui me salvar porque chutei o saco dela”. Ele ainda conta que apesar de ter cometido tal barbárie nunca deixou de admirar a lutadora, “Quando crescer quero ser como ela, mas menos gorda”. O agressor encontra-se detido e aguarda o julgamento chupando ao menos três picas por dia.